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Sent: Friday, October 19, 2001 9:38 AM
Subject: [WWI-UMA] Rio + 10
 
COMEÇAM PREPARATIVOS E DISCUSSÕES INICIAIS DA RIO+10  
 
As reuniões preparatórias no Brasil para a conferência Rio+10 começam nesta quinta-feira(18) no Rio de Janeiro.

O Brasil, que sediou a Eco-92, corre o risco de ir ao encontro sem a sua Agenda 21 nacional concluída.A Agenda 21 brasileira deveria determinar as diretrizes da política de desenvolvimento sustentável no país e influenciar na elaboração do próximo Plano Plurianual (PPA), que começa a ser discutido também no próximo ano Dos 179 países presentes à conferência em 1992, 30 já concluíram o documento.

A Rio+10 acontece em setembro de 2002 em Johannesburgo- África do Sul. A reunião é convocada pela ONU, para avaliar a aplicação dos princípios da Agenda 21 nos dez anos que se passaram desde a Eco-92, realizada no Rio de Janeiro.

Segundo Maria do Carmo Lima Bezerra, coordenadora da Agenda 21 brasileira no Ministério do Meio Ambiente, desinformação, desigualdades socioeconômicas e regionais dificultam a elaboração do documento.

O documento já elegeu seis grandes tópicos: cidades sustentáveis, agricultura sustentável, infra-estrutura e integração regional, redução das desigualdades sociais, gestão dos recursos naturais e ciência e tecnologia.

A Agenda 21 nacional foi discutida ontem na Ecolatina 2001, que está sendo realizada em Belo Horizonte (MG). Aproximadamente 6.000 pessoas já participaram das palestras e cursos do evento, cujo tema central é saneamento.
 
 
EMPRESÁRIOS DISCUTEM PROPOSTAS PARA A RIO+10
 
O vice-presidente, Marco Maciel, participou nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, da abertura do Foro Internacional Rio+10: Onde estamos, para onde vamos, organizado pelo Conselho Empresarial Brasileiro, e que contará com a participação de empresários brasileiros e latino-americanos.

O evento tem o apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Comissão Econômica para a América Latina e Caribe e Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável.

Esta reunião é preparatória para a XIII Reunião do Foro de Ministros de Meio Ambiente da América Latina e Caribe, que será realizada, também no Rio de Janeiro, de domingo (21/10) a quarta-feira (25/10).

Ainda no Rio de Janeiro, de 21 a 25 de outubro, será realizada a reunião preparatória da América Latina e Caribe para a Rio+10, encontro internacional que acontecerá em setembro de 2002, na África do Sul.

Para as duas reuniões do Rio de Janeiro já confirmaram presença ministros de Meio Ambiente de 36 países da região, além de observadores da Europa e América do Norte.

Empresários - O encontro de empresários será realizado no teatro Sesi/Firjan e estarão presentes executivos dos principais grupos empresariais brasileiros e latino-americanos, além de representantes de governos, líderes políticos, pesquisadores e representantes de organizações não governamentais.

Um dos principais objetivos é obter, nos dois dias de debates, uma posição do setor produtivo da América Latina para levar à reunião de Cúpula de Johannesburgo, a Rio+10, que será realizada em setembro de 2002.

Segundo o diretor regional do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Ricardo Sanchez Sosa, o seminário é importante em função do papel preponderante da iniciativa privada no manejo e conservação ambiental.

Ele destaca que, com a utilização de práticas produtivas mais limpas, a indústria pode reduzir os custos de produção, melhorar a eficiência na utilização de insumos e reduzir os impactos no meio ambiente.

Amanhã será é a vez das Redes de ONGs - Organismos Não Governamentais da América Latina e Caribe começarem a debater suas propostas para o Fórum de Ministros e para a Rio+10.

Entre os objetivos do encontro estão a melhoria da articulação e o nível de influência da sociedade civil na América Latina e Caribe em políticas públicas para o desenvolvimento sustentável em nível nacional, regional e global.

Espera-se também estabelecer uma agenda comum entre as redes nacionais e regionais; acertar uma agenda compartilhada e definir ações prioritárias para a Rio+10, que será realizada em Johannesburgo, em 2002.

As ONGs deverão, ainda, elaborar um documento de posicionamento conjunto para apresentar na reunião preparatória dos governos da região para a Rio+10 e definir um documento conjunto com uma Agenda e Estratégias das ONGs e dos principais grupos da região para a implantação do desenvolvimento sustentável.
(MMA)


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Sent: Sunday, October 21, 2001 8:03 AM
Subject: [WWI-UMA] Energia Solar livra do Racionamento

ENERGIA SOLAR LIVRA ÁREAS RURAIS DE RACIONAMENTO

O racionamento de energia ainda não afetou a vida em diversas propriedades do sertão nordestino. E o motivo não é que elas não tenham acesso à eletricidade ou sejam privilegiadas pelo governo. É que essas comunidades usaram a seu favor o mesmo agente responsável pela aridez do solo que caracteriza a região: o sol.

Nessas localidades foram instaladas placas fotovoltaicas, desenvolvidas com materiais sensíveis à luz, como o silício, que captam os raios solares e os transformam em energia elétrica.

O acesso à tecnologia foi fruto do Programa de Eletrificação Rural com Energia Fotovoltaica, desenvolvido pelo Núcleo de Apoio de Energias Renováveis (Naper), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPe). Além de disseminar o uso dessa fonte energética em regiões isoladas das redes de abastecimento, o programa objetiva ainda promover o desenvolvimento sustentável da comunidade. "Já foram implantados 126 sistemas de eletrificação domiciliar em áreas rurais de Pernambuco, totalizando uma potência instalada de cerca de 6,5 kilowates", informa o físico Heitor Costa, coordenador do Naper.

Mas a quantidade de localidades rurais atendidas pela energia gerada pelas placas fotovoltaicas não foi conseqüência da chegada tardia de um sistema já consolidado nos grandes centros urbanos. Segundo Costa, praticamente inexistem usuários da fonte nas cidades, apesar dos painéis fotovoltaicos serem uma alternativa para a compra de uma energia que, com os problemas de abastecimento, não depende só de poder aquisitivo, e sim de disponibilidade.

De acordo com o professor, o Naper vem incrementando um programa de aplicações da energia solar fotovoltaica em centros urbanos, que já identificou setores do comércio, indústria e prestação de serviços que poderiam substituir o consumo de energia elétrica pela solar. "Uma pequena fábrica de sorvetes poderia utilizar as placas para aumentar a sua produção sem comprometer as metas de consumo estipuladas pelo programa de racionamento", exemplifica.

Em residências, o sistema, composto de painéis, baterias para que a energia armazenada possa ser usada à noite, um controlador de carga para proteger a bateria de cargas e descargas profundas e um inversor para transformar a corrente em 110 ou 220 volts, é útil na alimentação de aparelhos de baixo consumo energético, como televisões, rádios e refrigeradores. Para suprir um chuveiro, um dos vilões na conta de energia, a recomendação é pelo emprego de coletores solares planos que esquentam a água, cujas instalações são mais simples e baratas que painéis fotovoltaicos.

Embora o sol seja uma fonte de energia inesgotável, gratuita e não poluidora, ainda faltam pesquisas para verificar a aplicação do seu uso residencial. "Creio que um projeto demonstrativo de energia fotovoltaica para ser utilizado em residências deveria ser patrocinado pelo governo federal. Desta forma, estudos de viabilidade técnica e econômica poderiam ser realizados", sugere Costa. "Em várias partes do mundo rico - Estados Unidos, Europa e Japão - a energia solar fotovoltaica é utilizada em áreas urbanas, principalmente por meio de programas destinados à eletrificação de residências", complementa o professor. (Agência Brasil)

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